
Eu Sou um Médium de Cura?
Antes de nos aprofundarmos nesse intrincado e multifacetado tema, é fundamental que compreendamos o que realmente significa ser uma “esponja”. A maneira como absorvemos as energias que nos cercam não apenas molda nossa percepção do mundo, mas também influencia profundamente nossas interações e relações com ele. Essa dinâmica entre a reflexão e a crítica é crucial, pois pode nos capacitar a navegar pelas complexidades da vida, evitando que nos tornemos prisioneiros de discursos superficiais que, muitas vezes, corroem a essência de nossas almas.
Ao longo desta conversa, nosso objetivo será resgatar a essência original desses conceitos e ilustrar minuciosamente o funcionamento intrínseco do universo. Isso nos permitirá enxergar além das narrativas simplistas que frequentemente dominam o discurso contemporâneo. É um convite à reflexão profunda sobre como nos relacionamos com nossas emoções e as energias ao nosso redor, promovendo um entendimento mais abrangente e holístico do ser humano em sua totalidade.
Ao explorarmos essas ideias, seremos desafiados a reconsiderar nossas crenças e preconceitos, abrindo espaço para uma nova forma de perceber a realidade. Esse processo não só nos enriquecerá individualmente, mas também contribuirá para uma coletividade mais consciente e empática. Portanto, é hora de mergulharmos juntos nessa jornada de autoconhecimento e transformação.
Mas antes, recomendamos fortemente que você, caro leitor, tenha lido a publicação anterior dessa série que nos permite vislumbrar o que de fato é uma “energia”. Você pode ter acesso a esse conteúdo super interessante, apertando nesse botão:
O que é mediunidade “empática”?
Etimologicamente, a palavra “empatia” tem suas raízes no grego “empatheia”, que deriva do termo “pathos”, o qual abrange a gama completa de emoções vividas pelos seres humanos, incluindo suas paixões e suas dores. Portanto, a empatia se caracteriza não como um dom inato, mas como uma habilidade cognitiva fundamental para a interação humana, permitindo-nos sentir e entender o outro em um nível profundo.
No âmbito da psicologia, a “empatia cognitiva” refere-se à capacidade de compreender não apenas os sentimentos do outro, mas também seus pensamentos e motivações subjacentes. Essa forma está enraizada em processos cognitivos que são comuns a todos nós e que influenciam nossas ações e reações. Em outras palavras, a “empatia cognitiva” refere-se a uma percepção aguçada das nuances do comportamento humano.
Por exemplo, uma pessoa que consegue reconhecer a lógica de raciocínio de outra, mesmo sem concordar com ela, demonstra empatia cognitiva. Essa compreensão vai além da mera aceitação; envolve um esforço consciente para desvendar as razões que levaram alguém a adotar determinada posição ou opinião. Essa habilidade é crucial em diálogos construtivos e na resolução de conflitos, pois permite que as pessoas se sintam ouvidas e compreendidas.
Por outro lado, a “empatia emocional”, ou afetiva, é caracterizada pela capacidade de compartilhar sentimentos com outra pessoa de maneira instintiva. Essa forma de empatia não se limita ao entendimento intelectual; ela se manifesta em uma conexão sensorial profunda que pode transparecer em respostas físicas. Há relatos de indivíduos que experimentam dor física ao testemunhar o sofrimento do outro, refletindo uma ressonância emocional que transcende as palavras.
A intersecção entre empatia cognitiva e emocional é vital para o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis e significativos. Enquanto a empatia cognitiva permite uma análise crítica das emoções alheias, a empatia emocional promove um vínculo mais íntimo e humanizador. Juntas, essas formas de empatia não apenas enriquecem nossas interações sociais, mas também nos convidam a cultivar uma maior compaixão e solidariedade no mundo ao nosso redor.
É fundamental ressaltar que tanto a empatia cognitiva quanto a empatia emocional são componentes essenciais da inteligência emocional. Ao longo dos séculos, o cérebro humano evoluiu de maneira a se adaptar à vida em sociedade, onde a convivência e a cooperação foram determinantes para a sobrevivência e o progresso da espécie. Essa adaptação permitiu que os indivíduos não apenas desenvolvessem habilidades práticas, mas também aperfeiçoassem a capacidade de compreender e se conectar com os outros.
A habilidade de avaliar e perceber as emoções, intenções e pensamentos (todas formas de informações explicadas no texto sobre energia) dos outros se tornou uma ferramenta vital para o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais saudáveis e para a formação de comunidades coesas. A empatia permite que os indivíduos respondam adequadamente às necessidades e ao sofrimento alheio, promovendo solidariedade e colaboração. Essa interação social é um pilar fundamental para o avanço cultural da humanidade, pois facilita a construção de laços de confiança e compreensão mútua.
Assim como outras formas de inteligência — como a espacial, motora ou analítica — a empatia não é uma habilidade uniforme; sua intensidade e manifestação variam consideravelmente entre as pessoas. Fatores socioculturais desempenham um papel significativo nesse processo. Por exemplo, ambientes familiares que valorizam a comunicação aberta e o apoio emocional tendem a cultivar indivíduos mais empáticos. Da mesma forma, culturas que incentivam a coletividade sobre o individualismo podem promover uma maior consciência das emoções alheias.
Ademais, fatores genéticos também influenciam essa capacidade. Pesquisas sugerem que certas predisposições biológicas podem afetar como uma pessoa percebe e responde às emoções dos outros. Isso significa que algumas pessoas podem ter uma sensibilidade maior às nuances emocionais, enquanto outras podem encontrar mais desafios nesse aspecto ou apresentar empatia quase zero (como no caso de psicopatas).
É notório que pessoas que possuem uma sensibilidade aguçada às energias ao seu redor tendem a se tornar mais empáticas. Essa característica é frequentemente observada entre aqueles que exploram caminhos espirituais e práticas mágicas. No entanto, é importante ressaltar que essa sensibilidade não deve ser encarada como um “dom” exclusivo ou uma forma de mediunidade, mas sim como uma habilidade comum entre muitos praticantes dessas tradições.
Indivíduos que se dedicam à espiritualidade costumam desenvolver uma percepção mais afinada das sutilezas do ambiente, o que lhes permite captar emoções, vibrações e nuances que muitas vezes passam despercebidas por outros. Essa capacidade de percepção mais acentuada não é um traço raro ou especial, mas sim uma norma dentro desse contexto. À medida que os praticantes se aprofundam em suas jornadas espirituais, eles frequentemente se tornam mais conscientes das interações energéticas que ocorrem ao seu redor em uma espécie de “despertar”.
Que já introduzimos aqui no site em uma publicação exclusiva sobre, veja clicando aqui:
A empatia, nesse sentido, é uma habilidade que pode ser cultivada e expandida por meio da prática e da experiência. Em vez de ser vista como um atributo singular de indivíduos identificados como “empatas” ou “esponjas” — termos que muitas vezes carregam conotações limitantes ou até mesmo pejorativas — devendo ser reconhecida como uma capacidade construtiva acessível a todos. Essa visão promove um entendimento mais inclusivo e positivo sobre o desenvolvimento emocional coletivo.
A flexibilidade na percepção das energias do ambiente não apenas enriquece a experiência pessoal dos praticantes, mas também contribui para um crescimento conjunto. Quando as pessoas se tornam mais sintonizadas com as emoções e necessidades dos outros, isso cria um espaço propício para a colaboração e a co-criação de realidades mais harmônicas. Essa evolução conjunta é essencial para o fortalecimento das comunidades espirituais e para a construção de um mundo onde a compaixão e a compreensão se tornam valores centrais tanto pelos outros quanto pela natureza, que mais do que nunca precisa de ajuda.
Ao invés de rotular a empatia como um traço especial reservado a poucos, podemos encorajá-la como uma prática comum e desejável em nossa jornada coletiva. Ao cultivar essa sensibilidade em nós mesmos e nos outros, contribuímos para um ambiente mais acolhedor e conectado, onde todos têm a oportunidade de crescer.

Mas então, qual o grande problema de atrelar a empatia a um dom específico de uma pessoa?
A chamada “mediunidade esponja” é frequentemente caracterizada como a “habilidade” de certas pessoas de absorver emoções e energias provenientes do ambiente e de outras pessoas. Essa capacidade é muitas vezes romantizada, associada à ideia de que essas pessoas suportam o peso das emoções alheias em nome de um “bem” maior. Contudo, é crucial desmistificar essa característica e compreendê-la não como um “dom” digno de aplausos, mas como uma questão significativa que pode impactar profundamente a saúde mental e emocional daqueles que a experimentam.
Ao absorver constantemente as energias ao seu redor, esses indivíduos podem se sentir sobrecarregados, enfrentando uma batalha interna que muitas vezes passa despercebida. Essa dinâmica pode levar a um esgotamento emocional, ansiedade e até depressão, uma vez que a incessante carga emocional pode criar um ciclo vicioso de estresse e mal-estar. Em vez de serem vistas como portadoras de um talento especial, essas pessoas precisam ser reconhecidas por suas lutas e a necessidade de cuidar de si mesmas.
Quando rotuladas como “esponjas”, essas pessoas acabam sendo vistas como “latas de lixo emocional” autoconscientes, que devem aprender a reciclar sozinhas tudo o que lhes é imposto. E discursos como “aprenda a controlar sua mediunidade” se torna comum, não para fazer essa pessoa evoluir, mas para minimizar os impactos deste “comportamento” em seus corpos que muitas vezes, sequer conseguem distinguir entre as emoções próprias e as que pertencem aos outros, resultando em uma confusão interna que compromete tanto o autoconhecimento quanto a jornada espiritual dessas pessoas.
Essa prática é mais arcaica do que se parece. Antigamente era comum atribuir pecados a um cordeiro ou virgem, destilando sobre eles todos os seus pecados, para então, sacrificá-los em antigas tradições religiosas, onde o ato de oferecer uma vítima simbólica era visto como uma forma de expiação. Essa ideia estava enraizada na crença de que, ao transferir os pecados da comunidade para um ser inocente, era possível purificar a coletividade e restaurar a harmonia com as divindades. O cordeiro, frequentemente escolhido por sua pureza e inocência, tornou-se um símbolo potente dessa transferência de energias, não tão diferente do que se faz com “esponjas”.

Essa prática foi amplamente valorizada ao longo dos séculos, especialmente nas religiões que buscavam dar um significado mais profundo no culto a seus deuses. No contexto do cristianismo, essa concepção foi reinterpretada e elevada à sua forma mais emblemática na figura de Jesus Cristo, que é frequentemente referido como o “Cordeiro de Deus”. A crucificação de Jesus não apenas se tornou um evento central na narrativa cristã, mas também representa a culminação dessa antiga prática de sacrifício, a figura mártir que leva consigo tudo o que há de ruim na sociedade.
A ideia de matar um ser inocente para redimir os pecados da humanidade foi transformada em um conceito teológico profundo, no qual a morte de Jesus é vista como um ato supremo de amor e redenção. Essa romantização da crucificação promoveu uma visão de “esponja” como algo nobre e necessário, elevando a figura do Cristo sofredor à condição de salvador. A imagem do cordeiro sacrificado passou a simbolizar não apenas a purificação dos pecados individuais, mas também a promessa de esperança e salvação para toda a humanidade.
Entretanto, essa glorificação do sacrifício levanta questões éticas e morais sobre a natureza da violência espiritual e suas implicações. Ao romantizar o ato de condenar seres inocentes a lidarem sozinhos com a carga da sociedade, as tradições religiosas podem inadvertidamente perpetuar uma narrativa que desconsidera o sofrimento real envolvido nessas práticas.
É fundamental que essa reflexão nos conduza a um entendimento mais profundo das complexidades da experiência humana e das escolhas que fazemos em nome da espiritualidade e da moralidade, não podemos permitir que termos como “esponja” continuem sendo atribuídas a pessoas inocentes que passam a acreditar, por terem sido ensinadas dessa forma, que devem sofrer para que outros vivam em paz.
Essa mediunidade pode criar uma dependência emocional negativa. Ao se sentirem compelidos a “ajudar” os outros absorvendo suas dores, essas pessoas podem negligenciar suas próprias necessidades emocionais, não entendendo o limite entre autodestruição e bondade, se tornando masoquistas emocionais e, até, desenvolvendo características de bordeline. Isso gera um ciclo vicioso: quanto mais se envolvem nas emoções alheias, mais se distanciam de si mesmas, resultando em um empobrecimento da própria identidade e em um estado emocional insustentável.
É importante ressaltar que os verdadeiros dons espirituais não operam dessa forma. Esses dons são ferramentas valiosas que nos foram dadas para explorar o ambiente astral e experimentá-lo, tanto para nosso crescimento pessoal quanto para lidarmos com as flutuações que afetam nossa vida material de diversas maneiras. Eles devem ser utilizados com consciência e equilíbrio, promovendo não apenas o desenvolvimento espiritual, mas também a saúde mental e emocional.

Infelizmente, a sociedade muitas vezes confunde mediunidade “esponja” com dons genuínos, o que leva à desinformação. A promoção de práticas saudáveis de autocuidado e estratégias para estabelecer limites emocionais é fundamental para ajudar esses indivíduos a encontrar um equilíbrio saudável entre sua sensibilidade e seu bem-estar.
Outro ponto crítico é a questão do estigma social associado a essa mediunidade, por gerar indivíduos emocionalmente complexos. Muitas vezes, essa condição é vista com desconfiança e saturação, levando os indivíduos a se sentirem isolados ou incompreendidos. Essa marginalização pode resultar em medo de expressar suas experiências ou buscar ajuda profissional, perpetuando o sofrimento emocional.
O impacto na saúde física também não deve ser subestimado. A constante absorção de energias negativas pode manifestar-se em sintomas físicos como fadiga extrema, dores de cabeça e problemas digestivos. Essa relação entre saúde mental e física evidencia a gravidade do problema do que se acredita ser esse “dom”.
E aqui há outro ponto crucial, ao promover esse tipo de condição em larga escala, muitas pessoas se sentem amedontradas, ansiosas e desenvolvem verdadeiro desprezo pela espiritualidade atrelando ela a condições precárias de saude mental, afastando a verdade e disseminando um “terrorismo espiritual” que só serve para criar mais estigmas sobre essas práticas. Quem se sentiria atraído a desenvolver algo que só trás problemas e transtornos?

É fundamental que paremos de tolerar e comecemos a combater a desinformação e o uso de rótulos que podem prejudicar o desenvolvimento espiritual daqueles que são injustamente marcados como “cordeiros”. Essa designação, muitas vezes carregada de conotações negativas, pode se transformar em uma prisão emocional e espiritual, limitando o potencial dessas pessoas de explorar suas próprias experiências e capacidades, como já vimos aqui.
A jornada espiritual deve ser um caminho de autodescoberta e empoderamento, onde cada indivíduo é visto em sua totalidade, com suas singularidades e talentos. Nenhum “dom” ou habilidade deve ser encarado como uma maldição ou um fardo a ser carregado. Em vez disso, esses dons devem ser reconhecidos como sentidos extraordinários que abrem portas para novas possibilidades e compreensões.
Quando rotulamos alguém como “esponja”, estamos reduzindo sua essência a uma categoria restritiva, ignorando a riqueza de experiências e percepções que essa pessoa pode oferecer ao mundo. Essa visão limitada não apenas impede o crescimento individual, mas também empobrece a coletividade, pois cada um de nós traz algo único para a mesa da espiritualidade. A diversidade de experiências e percepções é o que enriquece as comunidades espirituais, permitindo um diálogo mais significativo.
É crucial incentivar as pessoas a verem seus dons como ferramentas valiosas para navegar pelas complexidades da vida e da espiritualidade. Assim, mais pessoas podem se interessar e descobrir esse caminho sem receio ou inseguranças. Devemos trabalhar juntos para criar um espaço seguro onde todos possam explorar suas capacidades sem medo do julgamento ou da rotulação. Ao fazê-lo, não apenas libertamos os indivíduos de limitações auto impostas, mas também cultivamos uma comunidade mais inclusiva e vibrante.

Se você, caro leitor, se vê como uma “esponja”, é hora de olhar para dentro e buscar as respostas que podem libertá-lo dessa categorização limitante. Essa sensibilidade apurada que você possui não é um fardo; pelo contrário, é apenas a ponta de um iceberg que esconde um dom maravilhoso, frequentemente sufocado pela falta de orientação e compreensão.
Não permita que rótulos impostos por outros definam quem você realmente é. Você possui uma luz interior poderosa, e é sua responsabilidade acendê-la! A jornada para a autodescoberta pode ser desafiadora, mas é também profundamente gratificante. Ao abraçar sua verdadeira essência, você se permite explorar suas capacidades e talentos únicos.
Lembre-se de que a sensibilidade pode ser uma ponte para uma conexão mais profunda com o mundo ao seu redor. Quando você aprende a reconhecer e valorizar essa sensibilidade, pode transformá-la em uma ferramenta poderosa para a sua evolução pessoal. Essa jornada não precisa ser solitária; busque apoio em comunidades que valorizem a autenticidade e a expressão individual.
Acredite em seu potencial! A transformação começa quando você decide ser o arquiteto da sua própria realidade. Seja corajoso na busca por seu verdadeiro eu e lembre-se: você é mais do que os rótulos que tentaram te impor. Você é uma força vibrante de energia e parte fundamental desse universo.
Série: Dons, Mediunidades e Cernes


Deixar mensagem para Kah Penedo Cancelar resposta