
O que é Magia?
No vasto e enigmático cosmos, a origem das realidades que habitamos se revela como um tema que fascina tanto filósofos quanto cientistas, instigando reflexões profundas sobre a essência da existência. Antes da gênese das esferas que hoje denominamos universos, existia uma ondulação potencial, uma energia primordial que pulsava com a promessa de criação e transformação. Essa ondulação não representa apenas o ponto de partida da criação, mas é tambem o princípio fundamental que entrelaça todas as coisas em uma complexa e harmoniosa dança cósmica.
À medida que nos aventuramos nesta matéria, nos depararemos com a natureza intrínseca dessa ondulação primordial, explorando as forças de interação que dela emergem e a sinfonia vibrante que permeia a existência. Investigaremos como essa dança interligada não apenas molda a estrutura do universo, mas também influencia as experiências e percepções que temos da realidade. Ao desvendarmos os mistérios dessa dinâmica cósmica, seremos levados a reavaliar nosso lugar na vasta teia da realidade e a conhecer a verdadeira magia que reside em cada fragmento do universo e em nós.
O que existia antes dos universos? Essa pergunta, repleta de mistério e complexidade, merece uma exploração dedicada em uma publicação só sobre ela que em breve será fornecida. Mas, na síntese desse primeiro contato, podemos imaginar o período “antes” do surgimento como um vasto mar sereno, onde cada ondulação simboliza infinitas possibilidades latentes, aguardando para se concretizar, esse mar está longe de ser estático e seus movimentos internos fluem do principio vazio até a borda de uma existência quase holográfica que logo se desfaz. Até que, em um momento de pura potencialidade, uma dessas possibilidades emergiu e se concretizou. Esse “estado” primordial é o cerne do que podemos denominar “fluxo cósmico”, uma corrente contínua de energia e transformação que, ao contrário do que muitos acreditam, nunca ficou para trás. Assim como as ondas do oceano podem se transformar em tsunamis devastadores e, em seguida, retornar ao ciclo inicial que as gerou, esse “estado” primordial é simultaneamente o passado, o presente e o futuro de nosso universo.
Enquanto a ciência nos oferece explicações sobre o “como” os eventos cósmicos se desenrolam, a filosofia nos convida a refletir sobre o “porquê” de nossa existência. A busca por responder essas questões nos leva a considerar conceitos mais amplos sobre a natureza da realidade e nosso lugar nela. Felizmente, a kósmogia se apresenta como um guia nesse caminho, proporcionando recelações que nos permitem não apenas decifrar os mistérios da vida, mas também nos convidando a analisar nosso entorno com um olhar mais atento e curioso. A magia transcende-se como uma ferramenta poderosa para explorar os segredos ocultos entre as realidades, revelando conexões inesperadas e abrindo portas para novas compreensões.
Ao mergulharmos nesse universo de possibilidades e reflexões, somos incentivados a questionar nossas percepções e a abraçar a complexidade da existência. Cada descoberta nos aproxima mais da essência do fluxo cósmico e nos convida a participar ativamente dessa dança eterna de criação e transformação.

Interações cósmicas?
À medida que essa possibilidade se desdobrou, surgiram diversos movimentos de interação que organizaram a informação, revelando uma complexidade que ultrapassa o entendimento atual. As forças fundamentais do universo — como eletromagnetismo, gravidade e as forças nucleares forte e fraca — são apenas manifestações desses movimentos intrínsecos que permeiam todos os universos. Cada uma dessas forças não é estática; elas variam em valor e função de uma realidade a outra, refletindo a dinâmica dos movimentos perpetuamente em ação que as originaram. Cada movimento possui sua própria essência e influência sobre o comportamento da matéria e da energia, sendo mais do que meras interações físicas; elas são expressões vibrantes de todo o cósmos que existe, existiu ou virá existir.
Vamos, então, expandir nossa visão para além dos limites de cada esfera, em direção ao oceano infinito que serve como palco para todas essas influências. Imagine cada universo como uma bolha de ar flutuando em um líquido viscoso como mel. Nesse cenário, cada movimento do “mel” não apenas influencia o desenvolvimento da bolha, mas também reverbera nas bolhas ao seu redor, aproximando, afastando ou fazendo-as colidir em certos momentos. Essa coreografia universal é orquestrada por fluxos fundamentais que asseguram uma harmonia delicada entre criação e destruição, navegando entre os pontos A e B, o começo e o retorno, mas nunca um final.
Assim, tudo se resume na conexão entre essas bolhas e à troca de informações entre elas, independentemente da escala, micro ou macro, a transferência e processamento de informação é a chave de tudo. É um fractal auto-replicante que se manifesta dentro e fora das esferas (lembrando que esse termo é apenas uma simplificação compreensível de uma forma em 3 dimensões, afinal, a forma do universo é infinitamente fora de escala para nossa mente). Assim como os universos estão interligados por forças invisíveis que permitem seus “emaranhamentos”, nossas vidas também estão entrelaçadas por experiências compartilhadas e interações sociais, análogas às estruturas atômicas que seguem rigorosamente esse padrão.
Ao entendermos nossa posição nesse grandioso espetáculo cósmico, somos convidados a refletir sobre nosso papel na intrincada teia da vida. Nossas ações ressoam em ondas que podem impactar não apenas nosso entorno imediato, mas também reverberar pelo cosmos em sua totalidade. Essa consciência nos confronta com questões éticas fundamentais: como podemos navegar melhor pelo caminho de menor resistência entre o A e o B? Como podemos contribuir para uma harmonia universal? Afinal, essa questão transcende as fronteiras do planeta que nos acolheu; ela nos conecta a um todo muito maior.

Mas, qual a relação disso com a magia?
Como vimos até aqui, a essência primordial (uma fonte infinita de potencial) deu origem a todas as interseções que constituem a complexidade da existência. Assim como o fluxo do “vácuo quântico” — essa realidade que percebemos subjacente que brota do campo das possibilidades — é capaz de converter energia em matéria, servindo como um palco dinâmico para os movimentos intrínsecos que organizam o universo e geram a vida, ele possui a força de não apenas destruir estrelas, mas também de forjar sistemas planetários inteiros a partir de flutuações sutis e imperceptíveis.
Nesse contexto, a magia é parte do princípio fundamental da natureza. Ela aproveita essas ondulações e dinâmicas das ligações universais e suas comunicações para moldar tanto a realidade interna quanto o que está do lado de fora de nossas bolhas. Para ser ainda mais claro, a magia reside nos fluxos de informação compartilhadas através desses processos (idependentes da escala) tornando assim, o próprio universo o maior mago de todos os tempos. Embora essas manifestações, para nós, ocorram em escalas menores; seu impacto é profundo e ressonante em nossas vidas cotidianas. Cada pensamento, cada emoção e cada intenção se tornam parte desse tecido vibrante que interage com o cósmos, influenciando as realidades que habitamos.

Cada momento vivido é uma expressão dessa “rede cósmica” quase neurológica, onde alegria e tristeza coexistem em um equilíbrio delicado. Esses opostos, assim como os movimentos positivo e negativo que exploraremos em uma futura reflexão, são essenciais para a dinâmica da vida. A verdade por trás da ondulação potencial como origem do universo, nos impulsiona a explorar as profundezas da realidade e da existência. À medida que desbravamos esses fluxos, começamos a compreender não apenas nossa origem, mas também nosso propósito intrínseco dentro desse vasto teatro cósmico.
Reconhecer nossa participação nesse grande espetáculo traz consigo uma responsabilidade imensa: viver com consciência e assumir um papel ativo na preservação da magia que nos rodeia. Ao celebrarmos essa magia — seja através da contemplação das estrelas ou da valorização das pequenas coisas do cotidiano — encontramos significado na vastidão do universo ao nosso redor. Cada ato consciente, cada gesto de poder que emanamos, nos lembra que estamos ligados a essa primeira possibilidade. Não meramente somos parte disso tudo, nós somos o próprio universo se manifestando e se desdobrando em formas de vida complexas, auto-replicadas da fonte que se manifestou e para qual retornaremos.
Série: Introdução a Kósmogia


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